História
Situada em terreno fértil, junto à margem esquerda de um pequeno afluente do rio Sado, Ervidel é circundada por outeiros e os seus campos, na Primavera, polvilham-se de louro e verde. Ouve-se, na leve aragem, o murmúrio das espigas e rebrilha, ao longe, a fita negra da estrada e o azul da barragem do Roxo. Dista da sua sede de concelho cerca de 14 km e apresenta um núcleo populacional que engloba cerca de 1000 habitantes.
O seu povoamento é antigo, e ascende ao período da romanização. Atesta-o a antiga vila rústica de Ervidel, inserida no famoso aro de Beja, denominado Pax Julia, que vivia não só desta como de tantas outras vilas, situadas em todo o concelho, conseguindo assim suportar os avultadíssimos custos das suas estradas e rotas imperiais. A assombrosa profusão das suas moedas que o solo constantemente devolve, os seus magníficos templos ornados de colunas e belas estátuas, as suas piscinas forradas com os mais ricos mosaicos, demonstram bem a magnificência dos ocupantes destas vilas rústicas.
Segundo um documento datado de 1758, a freguesia de Ervidel tinha cento e quarenta vizinhos e as "pessoas maiores", que nela existiam, eram quatrocentos e cinquenta. Compunha-se "de homens lavradores, oficiais e homens trabalhadores", vivendo da produção de trigo e da criação de gado. Com a reforma de 1854, Ervidel passou a integrar o seu actual concelho. Afirmando-se, no entanto, nessa época, que ainda não possuía a mais pequena parcela de propiedade e que, apenas mais tarde, teriam começado a aparecer os primeiros olivais e vinhedos, quando verificado o arroteamento de terras incultas e o aforamento de courelas. Como lugares mais férteis da freguesia foram registados os seguintes: Cariola, Cariolinha, Carrapateira, Chaiça, Corte Margarida, Moinhos do Pinheiro, Monte do Pegas, São Lourenço da Serra, Val Cavo, Hortas de Cima e Cercas do Brejo. E segundo Gerardo Pery, ocupavam as várias terras de culturas as seguintes áreas: trigo, 654 hectares; cevada, 414; aveia, 206; centeio, 36; fava, 22; grão de bico, 28; tremoço, 12; milho, 11; batata, 6; olivais, 259 e montado de azinho 1090. A exploração agrícola fora de tal modo importante para a freguesia que foi criado um museu, onde se encontra exposta uma interessante colecção de alfaias agrícolas, enquadrada nos mais profundos valores etnográficos do Alentejo, tão bem representados nos típicos cantares dos lavradores da freguesia.

Território

A freguesia ocupa uma área de 39 km2 que corresponde a 8,5 % do território concelhio (458,4 km2) e é constituída por um único núcleo populacional e por alguns montes dispersos, (habitações rústicas agrícolas).

 

Atividades económicas

Agricultura (vinha, olival, cereais), pecuária, serralharia e carpintaria.

 

Património Edificado

Edifício da sede da Junta de Freguesia. Ermida de S. Pedro (séc. XVIII). Igreja matriz (séc. XVI-XVIII). Moinhos de vento, chaminés.

 

Locais de Interesse

Adegas. Núcleo Rural de Ervidel/Museu de Aljustrel. Lagar de azeite. Edifício da Escola Agrícola Coronel Mourão. Barragem do Roxo, zona de caça. 


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